- 11 de Março, 2026
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Comunicação prévia pra abertura de lojas
Comunicação Prévia continua a ser a regra para abrir lojas em Portugal (2026)
A abertura da maioria das lojas em Portugal continua, em 2026, a seguir o regime de Mera Comunicação Prévia (MCP), previsto no Regime Jurídico de Acesso e Exercício de Atividades de Comércio, Serviços e Restauração (RJACSR). No entanto, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 9-B/2026, que reviu o regime urbanístico, os procedimentos tornaram-se mais simples e rápidos.
Regra geral: comunicar antes de abrir
Para grande parte das atividades comerciais e de serviços, basta submeter uma Mera Comunicação Prévia através do Balcão do Empreendedor antes de iniciar a atividade. Este regime aplica-se, por exemplo, a:
Lojas de comércio a retalho (vestuário, papelarias, etc.)
Serviços como lavandarias ou oficinas
Cafés, restaurantes e bares que cumpram os requisitos legais
Grandes superfícies comerciais com área superior a 2.000 m² (ou 500 m² em centros comerciais)
Alterações nas obras e adaptações de espaços
A revisão legislativa de 2026 também reforçou o regime de comunicação prévia para obras necessárias à abertura de um estabelecimento. Este procedimento aplica-se quando:
Existe alteração de uso do espaço (por exemplo, transformar um escritório em café);
São feitas obras de modificação que não exigem licenciamento completo;
A intervenção pode começar após a submissão da comunicação e pagamento das taxas.
Uma das novidades é que a administração pública tem agora até um ano para contestar a comunicação. Se não o fizer, a situação considera-se juridicamente consolidada.
Casos em que é necessária autorização
Nem todas as situações permitem apenas comunicação prévia. Algumas atividades continuam a exigir licenciamento ou autorização, como:
Restaurantes que pretendam dispensa de requisitos técnicos, por exemplo sistemas de extração de fumos;
Grandes superfícies comerciais independentes que não estejam integradas em centros comerciais já licenciados.
Papel dos técnicos ganha importância
Outra mudança relevante é o reforço da responsabilidade de arquitetos e engenheiros, que passam a assumir maior peso através dos termos de responsabilidade apresentados com os processos, reduzindo a verificação prévia por parte das câmaras municipais.
Conclusão: Em 2026, abrir um negócio continua a ser mais simples para a maioria das atividades, com a comunicação prévia a manter-se como o procedimento principal, agora com processos administrativos mais ágeis.

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